A Sony se recusará a compartilhar informações sobre o PS6 com a Activision caso o acordo da Microsoft seja concluído.

  • Bianca Jurado
  • 3 anos atrás
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Se a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft for concretizada, a Sony afirma que não divulgará dados relacionados ao seu próximo console para a editora de Call of Duty. Esse console subsequente, presumivelmente o PS6, não estará disponível por um tempo, mas a Sony já está considerando seus planos futuros de hardware.

Isso foi revelado em um depoimento sobre a possível aquisição da Microsoft da Activision Blizzard, no qual o presidente da Sony Interactive Entertainment, Jim Ryan, fez essa declaração perante a Comissão Federal de Comércio dos EUA. Um trecho do depoimento, obtido pelo Axios, é datado de 6 de abril e inclui comentários de Ryan expressando suas preocupações com a potencial aquisição.

“Em um depoimento da FTC versus MS/ABK, o chefe da PlayStation, Jim Ryan, afirmou que, se o acordo for concluído, a Sony não poderia informar à Activision sobre seu próximo console.

Em seguida, é questionado sobre a colaboração da Sony com a Mojang (Minecraft) após sua aquisição pela Microsoft. A discussão está censurada, mas Ryan afirma que isso apoia essa preocupação.”

Quando questionado sobre o motivo pelo qual a SIE deixaria de compartilhar detalhes confidenciais sobre seu próximo console e desenvolvimento assim que a Microsoft adquirisse a Activision, Ryan confirmou: “Simplesmente não poderíamos correr o risco de uma empresa que fosse de propriedade de um concorrente direto ter acesso a essas informações”.

Mais adiante no depoimento, Ryan é indagado sobre a aquisição da Mojang pela Microsoft, desenvolvedora do Minecraft. Grande parte dessa parte do depoimento está censurada, portanto não está totalmente claro, mas parece que Ryan menciona trabalhar com a Mojang, propriedade da Microsoft, como uma preocupação semelhante caso a Activision também seja adquirida.

Em abril, o acordo da Microsoft para adquirir a Activision Blizzard foi bloqueado no Reino Unido, tornando incerto se o acordo será concluído. Em maio, foi revelado que 37 países aprovaram o negócio e, no início deste mês, um tribunal federal emitiu uma ordem de restrição que suspendeu o acordo, pelo menos temporariamente.

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