Nintendo perde processo contra supermercado na Costa Rica

  • Gustavo Santos
  • 1 ano atrás
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Nintendo perde processo contra supermercado na Costa Rica

A Nintendo perdeu um processo na Costa Rica contra o supermercado Súper Mario, que registrou a marca em 2013 para alimentos. A decisão do Registro Nacional destacou que a Nintendo não incluiu alimentos em suas categorias de proteção de marca, permitindo que o supermercado continuasse a usar o nome.

A Nintendo perdeu um processo judicial contra o supermercado Súper Mario, na Costa Rica, após tentar impedir o uso do nome, alegando violação de marca registrada.

O Registro Nacional do país analisou o caso e decidiu a favor do estabelecimento, permitindo que a empresa continue operando com a mesma identidade.

Histórico do Supermercado Súper Mario

O supermercado Súper Mario foi fundado há vários anos na Costa Rica e, desde então, tem se destacado no mercado local. Em 2013, a empresa registrou oficialmente a sua marca, garantindo a identidade do negócio na categoria de venda de mantimentos.

Ao longo dos anos, o supermercado construiu uma base de clientes fiéis, oferecendo produtos de qualidade e um atendimento diferenciado. O nome “Súper Mario” foi escolhido não apenas por sua sonoridade cativante, mas também pela conexão emocional que muitos consumidores têm com a cultura pop, especialmente com o famoso personagem de videogame.

Durante o processo de renovação do registro da marca em 2022, a Nintendo entrou com uma contestação, alegando que o nome “Super Mario” deveria ser exclusivo para suas operações. No entanto, a administração do supermercado sempre sustentou que o registro da marca foi feito dentro das normas legais e que a Nintendo não tinha direitos sobre a venda de alimentos, uma vez que não havia registrado essa categoria específica.

Decisão do Registro Nacional da Costa Rica

A decisão do Registro Nacional da Costa Rica em favor do supermercado Súper Mario foi um marco importante no caso. Após analisar os argumentos apresentados por ambas as partes, o órgão decidiu que a Nintendo não poderia impedir o uso do nome pelo supermercado, uma vez que a gigante dos videogames não havia registrado a categoria de venda de alimentos.

Os responsáveis pelo supermercado argumentaram que, apesar da ampla proteção da marca Super Mario em diversas categorias, como videogames, roupas e brinquedos, a ausência do registro na área alimentícia foi um fator crucial para a decisão. O Registro Nacional, ao considerar essa lacuna jurídica, concluiu que a Nintendo não tinha base legal para contestar a operação do supermercado.

A administração do supermercado expressou sua satisfação com o resultado, destacando que vencer uma marca internacional reconhecida é um grande feito. Eles afirmaram que a decisão reafirma a importância da proteção das marcas e do respeito às normas de registro, especialmente em um mercado competitivo.

Essa vitória não só permite que o supermercado continue utilizando o nome, mas também serve como um exemplo para outras pequenas empresas que enfrentam desafios similares ao lidar com grandes corporações.

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