Padre Gascoigne: A Trágica História do Chefão de Bloodborne

  • Gustavo Santos
  • 1 ano atrás
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Padre Gascoigne: A Trágica História do Chefão de Bloodborne

Padre Gascoigne, de Bloodborne, é um caçador da Igreja da Cura que sucumbiu à corrupção do sangue, transformando-se em uma besta. Sua história trágica envolve sua esposa, Viola, e sua filha, com a Pequena Caixa de Música simbolizando sua humanidade perdida e sendo usada contra ele em sua luta final.

Em Bloodborne, poucos encontros capturam a essência cruel de Yharnam como Padre Gascoigne, o primeiro grande obstáculo obrigatório no caminho do Caçador. Sua história é marcada pela tragédia e pela corrupção do sangue.

Um padre de uma terra estrangeira

Padre Gascoigne não nasceu em Yharnam. A descrição de sua vestimenta em Bloodborne revela que ele era um clérigo em uma terra distante, onde o título de padre era comum entre sacerdotes — algo que a Igreja da Cura de Yharnam não adotava.

Especula-se que Gascoigne tenha vindo à cidade em busca da lendária ministração de sangue, talvez para curar uma doença ou cumprir um dever religioso. Ele não era um nativo, mas um forasteiro que chegou com esperança, carregando uma fé que logo seria testada.

Ao chegar, ele encontrou um novo propósito como caçador da Igreja da Cura, uma organização que combatia a praga bestial que assolava Yharnam. Ele se juntou a Henryk, um caçador mais velho, formando uma dupla eficiente e quase imparável.

Henryk, conhecido por sua vida “tragicamente longa”, provavelmente foi mentor de Gascoigne, ensinando-o a manejar o Machado de Caçador e a Pistola de Caçador — armas que ele usa com maestria em Bloodborne.

A família perdida

Gascoigne não veio sozinho. Ele trouxe uma esposa, Viola, e ao menos uma filha. A jovem garota encontrada em Central Yharnam, perto do viaduto, pede ao Caçador para encontrar sua mãe, que saiu em busca do pai com um broche vermelho.

Ela entrega a Pequena Caixa de Música, um item que Viola tocava para Gascoigne quando ele “esquecia quem era”; um sinal precoce de que o sangue já corroía sua mente. A música era um lembrete de sua família, um fio frágil que o conectava à humanidade.

Mas essa conexão não resistiu. A praga bestial, alimentada pela ministração de sangue da Igreja, transformou Gascoigne aos poucos. Sua roupa se impregnou de um “cheiro bestial pungente”, e a transformação começou muito antes de seu confronto final.

Seja pelo sangue que ele caçava ou pelo que consumia como cura, o padre estava condenado.

A noite do cataclismo

A tragédia atinge seu ápice na noite em que enfrentamos Gascoigne em Bloodborne. Viola, preocupada com o marido, saiu para encontrá-lo, mas esqueceu a Pequena Caixa de Música. Sem o som familiar, Gascoigne, já perdido na sede de sangue, não a reconheceu.

O corpo de uma mulher com um broche vermelho jaz no topo da Tumba de Oedon — é quase certo que Viola morreu pelas mãos do próprio marido. O Caçador o encontra cortando cadáveres, um eco de sua antiga missão agora distorcida em insanidade.

Em Bloodborne, a luta tem três fases. Primeiro, Gascoigne nos enfrenta como caçador, com ataques ágeis e disparos precisos de sua pistola, uma versão modificada que funciona como um Blunderbuss.

Na segunda fase, ele transforma o machado em duas mãos, mostrando força bruta. Por fim, com a saúde baixa ou após o uso excessivo da caixa de música, ele se torna uma besta selvagem — maior, mais rápido e com garras que destroem túmulos.

Se você ouvir com atenção ao derrotá-lo, um grito abafado de “perdoe-me” escapa, talvez um último lampejo de lucidez enquanto ele percebe o monstro em que se transformou.

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